Um texto rápido para nos inspirar os passos.
Boa semana a todos:
Poupando a energia que resta
Dois rabinos tentam, de todas as maneiras levar o conforto espiritual aos judeus na Alemanha nazista. Durante dois anos, embora mortos de medo, enganam a Gestapo – a temível polícia de Adolf Hilter - e realizam ofícios religiosos em várias comunidades.
Finalmente são descobertos e presos. Um dos rabinos, apavorado com o que pode acontecer dali por diante, não pára de rezar. O outro - ao contrário - passa o dia inteiro dormindo.
- Por que você está agindo assim? - pergunta o rabino assustado.
- Para salvar minhas forças. Sei que vou precisar delas daqui por diante.
- Mas você não está com medo? Não sabe o que pode nos acontecer?
- Eu estava em pânico, até o momento da prisão. Agora que estou nesta cela, de que adianta temer o que já aconteceu? O tempo do medo acabou; agora começa o tempo da esperança.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Você tem só três perguntas
Uma vez estava com um amigo e a na volta para casa a namorada dele começou uma série de perguntas quando ele de prontidão anunciou:
- Opa, cuidado. Você tem só três perguntas.
- Você estava onde? Ela perguntou sem prestar muita atenção ao aviso.
- No aniversário de um amigo.
- Com quem?
- Com Tibério.
- E voltaram como?
- Andando.
- Quem estava lá? De quem era a festa? Porque não me ligou? Tinha muita gente?
- Já respondi três perguntas. Agora relaxe.
Foi uma brincadeira. Ri bastante na hora. A namorada riu também. Mas não sei porque fiquei com isso na cabeça: temos três chances, três escolhas, três perguntas, três prioridades.
Esse é um conselho que daria a quem está se casando por exemplo: não vai ser exatamente como você quer. Escolha três prioridades e relaxe com o resto.
Lembra um pouco a história do gênio da garrafa. Com uma infinidade de possibilidades mágicas, o escolhido recebe apenas três desejos. E pronto.
Na minha ilusão de criança pensava que se encontrasse o gênio meu primeiro desejo seria ter mais de três desejos. Mas na vida adulta isso não vale. E devemos mesmo nos contentar com três e deixar que os outros desejos nos cheguem de forma inesperada.
Daria o mesmo conselho para quem está gravando um disco, abrindo uma empresa, lançando um livro, indo morar com alguêm, reformando a casa, cuidando do jardim, tendo um filho, começando um namoro, terminando um namoro, viajando, apresentando um trabalho, entrando em um trabalho novo: escolha três prioridades e relaxe com o resto.
Não vai ser extamente como você quer. E talvez seja até melhor. Mas não vai ser exatamente como você quer. Relaxe.
- Opa, cuidado. Você tem só três perguntas.
- Você estava onde? Ela perguntou sem prestar muita atenção ao aviso.
- No aniversário de um amigo.
- Com quem?
- Com Tibério.
- E voltaram como?
- Andando.
- Quem estava lá? De quem era a festa? Porque não me ligou? Tinha muita gente?
- Já respondi três perguntas. Agora relaxe.
Foi uma brincadeira. Ri bastante na hora. A namorada riu também. Mas não sei porque fiquei com isso na cabeça: temos três chances, três escolhas, três perguntas, três prioridades.
Esse é um conselho que daria a quem está se casando por exemplo: não vai ser exatamente como você quer. Escolha três prioridades e relaxe com o resto.
Lembra um pouco a história do gênio da garrafa. Com uma infinidade de possibilidades mágicas, o escolhido recebe apenas três desejos. E pronto.
Na minha ilusão de criança pensava que se encontrasse o gênio meu primeiro desejo seria ter mais de três desejos. Mas na vida adulta isso não vale. E devemos mesmo nos contentar com três e deixar que os outros desejos nos cheguem de forma inesperada.
Daria o mesmo conselho para quem está gravando um disco, abrindo uma empresa, lançando um livro, indo morar com alguêm, reformando a casa, cuidando do jardim, tendo um filho, começando um namoro, terminando um namoro, viajando, apresentando um trabalho, entrando em um trabalho novo: escolha três prioridades e relaxe com o resto.
Não vai ser extamente como você quer. E talvez seja até melhor. Mas não vai ser exatamente como você quer. Relaxe.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Entre o mito e o cotidiano
Cazuza, Jim Morrison, Janis Joplin, Che Guevara, Amy Whinehouse...
Quantos gênios, mitos, artistas admiráveis, pessoas de vanguarda tem no currículo uma vida cotidiana digna de enormes críticas? Um monte.
Mas com essa vinda de Amy ao Brasil e tudo o que ela representa, me pergunto até onde isso nos importa.
Talvez seja o preço de uma entrega sem freios, de uma mergulho profundo e inteiro em algo que costumamos medir, controlar, ter atenção e proteção.
Para nós é confuso, e é mesmo. Mas muitas vezes quem nasceu para pular a cerca acaba por esquecer de aguar as plantas.
Sei que temos diversos exemplos de pessoas que conseguiram com êxito contemplar as duas vertentes. Mas puxa, esses são as excessões. Ou não?
Sei que Che era um péssimo pai, amigo, marido. Tudo que o importava era o país, a revolução.
Gandhi era casado e de repente se converte e faz o voto de castidade. Ou seja, a mulher se f... (e se modifica, abraça a causa e vira uma de suas discípulas mais próximas. Mas qualquer outra pessoa comum ia ficar puta da vida).
Isso sem falar nos mais clássicos: Cazuza, Morrison, Cartola, Vinícius de Moraes e por aí segue uma vasta lista.
Não afirmo nada quanto a isso. Eu também me sinto em cima do muro e costumo tecer uma opinião caso a caso. Mas vale uma boa discussão.
Quantos gênios, mitos, artistas admiráveis, pessoas de vanguarda tem no currículo uma vida cotidiana digna de enormes críticas? Um monte.
Mas com essa vinda de Amy ao Brasil e tudo o que ela representa, me pergunto até onde isso nos importa.
Talvez seja o preço de uma entrega sem freios, de uma mergulho profundo e inteiro em algo que costumamos medir, controlar, ter atenção e proteção.
Para nós é confuso, e é mesmo. Mas muitas vezes quem nasceu para pular a cerca acaba por esquecer de aguar as plantas.
Sei que temos diversos exemplos de pessoas que conseguiram com êxito contemplar as duas vertentes. Mas puxa, esses são as excessões. Ou não?
Sei que Che era um péssimo pai, amigo, marido. Tudo que o importava era o país, a revolução.
Gandhi era casado e de repente se converte e faz o voto de castidade. Ou seja, a mulher se f... (e se modifica, abraça a causa e vira uma de suas discípulas mais próximas. Mas qualquer outra pessoa comum ia ficar puta da vida).
Isso sem falar nos mais clássicos: Cazuza, Morrison, Cartola, Vinícius de Moraes e por aí segue uma vasta lista.
Não afirmo nada quanto a isso. Eu também me sinto em cima do muro e costumo tecer uma opinião caso a caso. Mas vale uma boa discussão.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Embriagai-vos
Ontem era para eu ter postado um texto reflexivo, como tenho feito nesse blog todo começo da semana. Mas acordei com o telefonema de um amigo querido, hoje distante, intimando-me a um abraço na praia de Boa Viagem.
De um dia inspirado cheio de idéias, frases, lógicas, pensamentos, sensações e tudo que pessoas curiosas provem quando estão juntas, uma citação sutil me grudou na pele.
Hoje, ao invés do texto que costumo postar, resolvi postar essa citação, simples, clássica e que por algum motivo mexeu comigo.
Pois bem, boa semana a todos:
De um dia inspirado cheio de idéias, frases, lógicas, pensamentos, sensações e tudo que pessoas curiosas provem quando estão juntas, uma citação sutil me grudou na pele.
Hoje, ao invés do texto que costumo postar, resolvi postar essa citação, simples, clássica e que por algum motivo mexeu comigo.
Pois bem, boa semana a todos:
"Embriagai-vos
de poesia, de vinho ou de virtudes.
Mas embriagai-vos".
Baudelaire
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O que tá escrito aí na camisa?
Por que alguma marcas insistem em se americanizar e produzir camisas com dizeres em inglês?
Na verdade, e graças ao bom pai, isso vem diminuindo. Acho que com a valorização brasileira, do orgulho nacional, algumas marcas se renderam e já vi peças um pouco mais locais, digamos assim.
Mas esse sempre foi um assunto que me irritava. As vezes entrava na loja e a vendedora me mostrava uma camisa:
- O que tá escrito aí?
- Acho que é uma frase de algum jeito bem assim pra cima, sabe?
Não sei que sentido tem isso.
Uma vez, estava conversando sobre o tema com um amigo e entrei na C&A para exemplificar. Então eu acho uma camisa com o seguinte: "foto e legenda da seleção australiana de Rugbi". Porra, eu nem sei direito o que é Rugbi e vou comprar uma camisa com a seleção da AUSTRÁLIA desse esporte esquisito?
Vixe maria, danou-se...
Por favor queridas marcas alienadas, se pretendem mesmo insistir nesses temas ultrapassados pelos menos utilizem mais imagens do que palavras.
Bem, apesar da minha chateação, admito que hoje está infinitamente melhor. E o melhor esquema ainda é comprar camisetas de estilistas independentes nas feirinhas de São Paulo.
Na verdade, e graças ao bom pai, isso vem diminuindo. Acho que com a valorização brasileira, do orgulho nacional, algumas marcas se renderam e já vi peças um pouco mais locais, digamos assim.
Mas esse sempre foi um assunto que me irritava. As vezes entrava na loja e a vendedora me mostrava uma camisa:
- O que tá escrito aí?
- Acho que é uma frase de algum jeito bem assim pra cima, sabe?
Não sei que sentido tem isso.
Uma vez, estava conversando sobre o tema com um amigo e entrei na C&A para exemplificar. Então eu acho uma camisa com o seguinte: "foto e legenda da seleção australiana de Rugbi". Porra, eu nem sei direito o que é Rugbi e vou comprar uma camisa com a seleção da AUSTRÁLIA desse esporte esquisito?
Vixe maria, danou-se...
Por favor queridas marcas alienadas, se pretendem mesmo insistir nesses temas ultrapassados pelos menos utilizem mais imagens do que palavras.
Bem, apesar da minha chateação, admito que hoje está infinitamente melhor. E o melhor esquema ainda é comprar camisetas de estilistas independentes nas feirinhas de São Paulo.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
É mais fácil ver com os pés
É incrível como ficamos em um mundo paralelo nos centros urbanos. Dentro dos carros, preocupados, concentrados, extremamente focados onde queremos chegar. Até a temperatura real hoje não nos alcança e ficamos confortáveis no ar-condicionado.
Eu gosto do conforto (e como gosto), mas as vezes me sinto alienado geograficamente.
E nesses momento eu me dano a andar.
É incrível como ao colocar os pés na rua um mundo completamente estranho nos aparece. Esquinas, ruas, buracos na calçada, plantas, árvores, pessoas. Tanta coisa que estava tão pertinho e parece ser estrangeira.
Bem, hoje eu vou pegar minha bicicleta e dar uma volta pela cidade para me apresentar ao desconhecido vizinho.
Eu gosto do conforto (e como gosto), mas as vezes me sinto alienado geograficamente.
E nesses momento eu me dano a andar.
É incrível como ao colocar os pés na rua um mundo completamente estranho nos aparece. Esquinas, ruas, buracos na calçada, plantas, árvores, pessoas. Tanta coisa que estava tão pertinho e parece ser estrangeira.
Bem, hoje eu vou pegar minha bicicleta e dar uma volta pela cidade para me apresentar ao desconhecido vizinho.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Para começar o ano inspirado
Uma rápida história para nos inspirar a buscar os nossos caminhos naturais nesse ano que se inicia. Bom ano a todos:
Como a trilha foi aberta
Um dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas.
No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha para atravessar a floresta.Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que vendo o espaço já aberto, fez seus companheiros seguirem por ali.
Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixavam-se, desviavam-se de obstáculos, reclamando e praguejando – com toda razão. Mas não faziam nada para criar uma nova alternativa.
Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em trinta minutos, caso não seguissem o caminho aberto por um bezerro.
Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade. Todos reclamavam do trânsito, porque o trajeto era o pior possível.
Enquanto isso, a velha e sábia floresta ria, ao ver que os homens tem a tendência de seguir como cegos o caminho que já está aberto, sem nunca se perguntarem se aquela é a melhor escolha.
Como a trilha foi aberta
Um dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas.
No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha para atravessar a floresta.Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que vendo o espaço já aberto, fez seus companheiros seguirem por ali.
Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixavam-se, desviavam-se de obstáculos, reclamando e praguejando – com toda razão. Mas não faziam nada para criar uma nova alternativa.
Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em trinta minutos, caso não seguissem o caminho aberto por um bezerro.
Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade. Todos reclamavam do trânsito, porque o trajeto era o pior possível.
Enquanto isso, a velha e sábia floresta ria, ao ver que os homens tem a tendência de seguir como cegos o caminho que já está aberto, sem nunca se perguntarem se aquela é a melhor escolha.
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