quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Propaganda vazia

Ontem estava escutando o programa esportivo na rádio quando entrou a propaganda da Fiori, uma loja de carros em Recife. O locutor (que era um vendedor) anunciava uma oferta: um carro X por um preço Y (não lembro agora os valores e afins). Pois bem, era um preço médio, nem caro, nem barato, igual aos outros preços das outras lojas. No entanto, ele berrava:

- Não perca. É incrível. Só isso o preço? Meu Deus do céu. Corra logo para cá....e coisas do tipo.

Na minha mera opinião isso é um grito a esmo no vento. Esse tipo de propaganda acabou, passou. Está com os dias contados.

Eu penso que a publicidade é um mensagem direcionada e amplificada, e não um pacote vazio por dentro. O intuito da comunicação de um produto é encontrar o possível cliente, que está ali, que tem interesse, que vai gostar daquilo ou tem potencial para gostar. Puxa, aquela imagem do empresário que monta algo cheio de falhas, tudo errado, tudo de mentira e vende com uma puta maquiagem para ficar rico e fugir para a Suíça é passado.

Quer fazer propaganda do seu negócio? Procure o que ele tem de melhor, qual o diferencial dele, o que faz com que o negócio funcione, tenha clientela e renda. Vai fazer a campanha de uma faculdade? Coloca alguém que estudou lá mesmo. Outro dia vi o outdoor de uma faculdade com um amigo que nem sequer tinha feito faculdade. Isso fica vazio. Dura um leve tempo somente e despenca.

Acho que em um tempo onde as pessoas se encaminham para a harmonia, para o controle social, o cuidado com o meio ambiente e com o outro, a publicidade irá também comungar desse viés.

Como? Uai, fazendo uma campanha densa, com verdades. Pesquisando na empresa o que atrai os clientes de fato, o que a empresa oferece de melhor, que diferencial é possível ampliar ali. Se a empresa passa por uma crise é bem mais fácil consertar os vazamentos antes, aparar as arestas internas. A comunicação não transforma sapos em príncipes, ela encontra quem ame sapos.

Afinal, é muito mais barato corrigir pequenos erros em uma empresa do que inventar, ampliar e sustentar uma inverdade.

7 comentários:

  1. Acho que em um tempo onde as pessoas se encaminham para a harmonia, para o controle social, o cuidado com o meio ambiente e com o outro, a publicidade irá também comungar desse viés. ( Tibério Azul)... Onde vc mora?! Não é possível q moremos no msm Brasil!!! Juro q queria ver o mundo da mesma forma q vc... mas esse q vc descreveu eu desconheço... e olha q gosto de observar!!! MAG

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  2. Hahaha...pois é MAG. Sabe o que eu acho? Acho que as vezes a referência exagerada nos quebra o otimismo.
    Sem dúvida estamos longe de uma Suíça, de uma Alemanha, de um país inteiramente desenvolvido e educado. Mas estamos também MUITO longe do país que éramos a tão pouco tempo.
    Lembro que quando pré-adolescente era comum as pessoas atirarem lixo do carro e coisas do tipo. Hoje, é um costume mal quisto, onde quem faz acaba por fazer escondido. E vários outros exemplos.
    Assim, não disse que estamos na harmonia e no controle social, disse que estamos "no caminho" da harmonia e do controle social. E no caminho eu acho que entramos sim.
    Mas olha, isso dá um bom post. Vou escrevê-lo em sua homenagem, tá?
    Cheiro pra tu

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  3. Olá Tibério!!!! Sei que vc ñ gostou mto do q escrevi aqui e ficou um tanto bravo...juro q ñ foi minha intensão... para ñ colocar mais conflitos no seu Blog, queria q vc lesse só o post (Respota...)do meu... pra tentar entender melhor o meu ponto de vista... Bjão...
    MAG

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  4. magbarbalho.blogspot.com
    Mag

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  5. Olá Sr. Azul, um dia por acaso escrevi princesa em uns dos tantos sites de busca e me deparei com essa sua profunda imagem! Claro que cliquei para ver o contexto. Sei lá, talvez tenha reconhecido a bunda ou talvez tenha uma tara por bunda! Quem pode saber? Mas me desculpe desde já ter lido o seu post. Mas sabe como é a curiosidade mata, ou não, pq ainda estou viva! Mas juro que queria saber o contexto da bunda. Foi então que me deparei com um discurso a favor da propaganda!
    Meu!!!!!! Sr. Azul me desculpe, mais q raio de defesa é essa. vc não sabia que a propaganda gera o consumismo que por sua vez fortalece esse sistema de bundas pequenas e sem celulite ou estria que vivemos!
    MAs Sr. Azul gostei muito de vc! vc é bunitinhu! e adorei a foto d verdade e uma coisa eu concordo se existe propaganda e para vender o que existe e essa foto me faz chegar a duas conclusões.
    Ou o fabricante da calcinha acha q uma bunda dessa magnitude pode ser intitulada a de uma princesa, ou, a do marido q vê aquela bundona como o pão d cada dia e vê nela em algum lugar mesmo q estampado! algo de princesa.
    abraços

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  6. Mag, eu não fiquei chateado não, de forma alguma. Eu adoro quando comentam, questionam, discordam, acrescentam...vixe...a graça do blog é essa. Sabe que as vezes a concordancia exagerada é o silêncio. E eu como músico, prefiro as melodias. Eu até agradeço a você por entrar aqui, ler e se dar o trabalho de escrever sua opinião. Ainda ressalto que sua opinião me fez pensar um bocado e escrevi um post sobre o tema. Depois eu coloco.
    Bem, volte mais vezes e discorde ou concorde mais vezes, viu?
    Cheiro

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  7. Anônima, seu texto é bem legal.
    Olha, não é que eu seja contra ou a favor da propaganda, é que ela existe e pronto. Assim, pensar na publicidade e imaginar aquele bicho parrudo de olhar faminto assusta mesmo. Mas não penso bem assim.
    Prefiro em pensar na propaganda como "comunicação social". Como um meio de encontros, entre os que produzem algo e os que querem esse algo. Acredito mesmo que com o tempo caminharemos para isso.
    Quanto a foto, coloquei ela por representar a dicotomia da nossa propaganda falada no post. Isso se amplia pra vida tb.
    Penso que as pessoas devem aproveitar o seu melhor e não a idealização de algo somente. Se eu não sou o mais forte do pedaço, posso ser o mais simpático, ou o mais sagaz, ou o mais divertido. Temos todos, empresas e pessoas, sua próprias qualidades. E precisamos alimentá-las ao invés de buscar a felicidade no externo.
    Assim, sei lá... depois eu tento escrever melhor sobre isso.
    Cheiro pra tu

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